Minicursos

MC 01 - Ordens religiosas e as suas ações missionárias nos primeiros anos do governo republicano brasileiro

Prof. Dtrand. Paulo Henrique Silva Pacheco - UERJ

Ao pensar a situação das ordens religiosas brasileiras durante o período de transição do governo imperial para a instituição da República, emergem vários acontecimentos de caráter político e institucional delimitados por dois extremos. O primeiro, marcado por uma conjuntura de crise e possível extinção dos mosteiros e na outra extremidade, já nas primeiras décadas do século XX, as ordens regulares encontram-se restauradas, livres e com autonomia jurídica, administrativa e religiosa nunca experimentadas pelo clericato brasileiro, o que resultou em uma nova configuração do território eclesiástico. Qual foi o ápice dessa transformação? Ao contrário do que se pode supor, com a Proclamação da República e o Decreto 119-A, de 07 de janeiro de 1890, o catolicismo no Brasil não experimentou uma ruptura entre a política imperial e a política republicana, mas os efeitos de um processo fomentado na construção de um projeto político. Muitas ordens religiosas, recorrendo a devoções estrangeiras, constituíram-se como instituições integradas às propostas republicanas como estratégia para reorganizarem, desenvolverem e fortalecerem a Igreja Católica brasileira a partir da promoção da evangelização entre os povos indígenas no interior do país. A partir de uma situação específica, a Congregação Beneditina Brasileira, este minicurso toma como propósito iluminar as condições de possibilidade de emergência e inserção das ações missionárias nas primeiras décadas do governo republicano, bem como analisar as novas relações estabelecidas por esses religiosos e como elas redefiniram as suas prioridades.


MC 02 - Dom Hélder Câmara e a Igreja Católica Progressista: a memória das Comunidades Eclesiais de Base durante a Ditadura Civil-militar brasileira

Prof. Dr. Edvaldo Vieira de Souza Junior - UFBA

Prof. Mtrand. Jairo Fernandes da Silva Junior - UFRPE

Roma, dezembro de 1986, Dom Helder Câmara, bispo importante do catolicismo brasileiro, recebe da Prefeitura de Roma o prêmio 'Roma-Brasília, Cidade da Paz' por sua atuação em defesa da paz mundial. Contudo, confessava aos amigos mais próximos que ainda não havia se acostumado com a sua aposentadoria solicitada ao completar 75 anos, seguindo as orientações canônicas. Nos dias seguintes, falou da sua preocupação com o povo brasileiro, sabia da sua importância para a Igreja Católica e das novas exigências que estavam por vir e, mais ainda, temia um Brasil que não se apresentava como familiar após 21 anos de ausência da democracia. Sem dúvida, uma Instituição milenar como a Igreja, comprometida com os valores humanos, naquele momento não estava ridente com algumas decisões políticas tomadas anos atrás (apoio ao golpe civil-militar). Por conseguinte, o conceito histórico de Igreja politicamente progressista (base, clero e hierarquia) será empregado em nossos encontros como uma significação cultural da memória, como um tipo-ideal para caracterizar alguns grupos no orbe católico e que, especialmente, aproximam-se das determinações do Concílio Vaticano II e conceitualmente do ponto de vista de sua simbologia no interior de um Episcopalismo Profético. Diante disso, nosso curso pretende abordar um grande paradoxo da memória seletiva da Igreja Católica durante o regime de exceção: se, por um lado, a Instituição abriu as chances para o indivíduo, valorizando direitos e gerando possibilidades progressivas, por outro, temeu em reconhecer a autonomia do movimento popular frente a si mesma e, por isso, frente às comunidades, princípio que a própria teologia consagrada no Vaticano II admitia. Assim, pretende-se responder a esses questionamentos, ao mesmo tempo, em que abriremos caminho para as discussões propostas em nosso percurso de interpretação das memórias coletivas estabelecidas com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Logo, compreendendo que a memória recupera o que está submerso: Quais os instrumentos desenvolvidos pela Igreja como meio para a obtenção de sua finalidade, a ponto de que se identificasse uma adesão à mensagem da memória política de Jesus Cristo em plena ditadura civil-militar?


MC 03 - Modelagem em papel para confecção de imagens sacras - MINICURSO CANCELADO

Prof. Ms. Fellipe Eloy Teixeira Albuquerque - UNIFESP

OBSERVAÇÃO: O MINICURSO MC03 FOI CANCELADO DEVIDO A QUESTÕES PARTICULARES DO PROF. MINISTRANTE. 

Dentre as festas populares e tradições brasileiras existe muitas manifestações que recorrem ao uso de brinquedos e esculturas para sua realização. Podemos ver isto, nas festas do "Bumba meu Boi", no "Carnaval de Olinda" e seus bonecões, em contos de marionetes e fantoches. Existe uma gama enorme de possibilidades para o uso de bonecos, tanto na escola quanto fora dela. Não podemos incluir todo tipo de manifestação cultural no escopo da religião, mas se nos aprofundarmos um pouco mais podemos encontrar similaridades com as narrativas predominantes da crença popular que se esbarra em conceitos eclesiásticos. Por ventura, não é esse nosso interesse primordial, pelo contrário, nosso objetivo é dialogar com alguns dos métodos adotados por artesãos e escultores para a confecção dos "bonecos" que definem a identidade de tais festividades. Por exemplo, podemos associar com figuras animalescas e mitológicas o "Boi" tipo de boneco que representa as festividades comuns na Região Norte, por conta da festa de Parintins-AM, já para as figuras humanas, o "Bunraku" associado arbitrariamente a Região Nordeste, pois serve como modelo para a criação dos Bonecos de Olinda-PE. Sendo assim, a proposta é confeccionar um boneco na modalidade Boi e outro na Bunraku, respectivamente, uma para cada dia de encontro, sendo que a definição e os materiais para a execução da proposta são as seguintes:

  • Boi: Boneco manipulável como o corpo, ou pelo uso de varetas em suportes. Originalmente são grandes bonecos de espaço oco, onde o manipulador introduz o próprio o corpo. Criaremos primeiro um formato menor com uso de papel cartão que serve como peça de decoração ou de animação, e depois pensaremos em criar um de tamanho original. 
  • Bunraku: Boneco de tradição oriental sua execução é idêntica ao mamulengo só que em proporções maiores. Sua manipulação é feita em grupo e preferencialmente em ambientes escuros, com seus manipuladores vestidos com roupas igualmente escuras. Pode ser uma versão de construção similar para o Bonecão de Olinda. 


MC 04 - Fundamentalismos: história, religião e política

Prof. Dr. Breno Martins Campos - PUC / Campinas

Estuda o fundamentalismo como mentalidade e prática intolerantes nas religiões (com ênfase no cristianismo) e discute sua entrada e atuação na política (com destaque para o caso brasileiro).

  • Primeira sessão (3 horas-aula), 22 de julho de 2019

Origem e descendência do fundamentalismo

A linhagem do fundamentalismo no século XX

  • Segunda sessão (3 horas-aula), 23 de julho de 2019

O espírito e a letra do fundamentalismo

O testemunho da verdade fundamentalista no mundo contemporâneo


Atenção!!!

- Cada minicurso terá duração total de 6 horas-aula, distribuídos em duas sessões de 3 horas, no período noturno (exclusivamente), nos dias 22 e 23 de julho de 2019.

- O número mínimo de participantes inscritos para que o minicurso possa se efetivar será de 15. Para cada minicurso serão abertas 30 vagas que poderão ser ampliadas, havendo comum acordo entre a Comissão Organizadora e o(s) ministrante(s).